sábado, 9 de abril de 2011

Sim


Sim.
Dentro de minha vida sou livre,
A sociedade me prende.
Sou livre para agir,
mas preso pelas responsabilidades de meus atos.
Sou livre para falar o que quero,
mas preso pelos sentimentos daqueles que me escutam.
Sou livre para pensar da maneira que gosto,
mas preso pela minha própria consciência.
Sou livre para sentir,
mas preso pelo amor.
Sou livre para envelhecer,
mas preso pelo tempo.
Sou livre para ser feliz,
mas preso pela tristeza alheia.
Sou livre em minha alma,
mas preso pela minha carne.
Sou livre para ser bom,
mas preso pelos meus erros.
Sou livre para viver,
e não sou mais preso pela morte.

Acho que sou livre, de certa forma....

Dodo.

Passos de Um Novo Coração


1º passo:
Aprecia-se o bisturi. Desinfeta-o e prepara-o para a incisão. Neste momento o paciente está adormecido, em puro êxtase. Em pura morfina e sedativos. É o momento em que ele sabe que vai ser cortado, mas mesmo assim ele entra nessa situação. Por que?
2° passo:
 Faz-se um mapeamento da área a ser cortada. Perto do peito. Geralmente o paciente sente uma leve pontada na área que logo será cortada. É como se ele sentisse que vai sofrer um corte, mas mesmo assim ele nada pode fazer por causa dos sedativos.
3° passo:
O corte é feito. A dor é incessante. Forte, invencível. A pele vai-se rasgando aos poucos. Milimetricamente no ponto em que precisamos para que o coração seja tirado. A dor é profunda e o paciente sente, dentro de si que algo estar-se à rasgar dentro dele. Embora o corte pareça superficial e exterior, a dor é bem interna e real. Sente-se no ponto mais fraco do paciente, porém também no mais forte. O coração.
4° passo:
O coração é retirado do corpo. Ele não se encontra em seu estado original como antes da operação já agendada tempos atrás. Ele se encontra em pedaços, quase que partido. Não está velho, porém está longe de ser novo. Ele pulsa, de maneira fraca, serena, quase não dá para escutar seus batimentos. Nas mãos do doutor o coração parece desfalecer-se, desfazendo-se, separando-se, quase que como cacos de vidro que não se conseguem juntar.
5° passo:
O novo coração é segurado pelo médico. É um coração novo, belo, brilhante, pulsa fortemente, está cheio de esperança. Parece um pouco revestido de esplendor e de proteção externa. Lembra-se diversos ditados. Um coração invencível, forte, poderoso. Parece duro como pedra, nobre como uma montanha.
6° passo:
O novo coração é colocado no lugar do antigo. Ele cabe certinho no vácuo que ali ficou no peito do paciente. Embora de tamanhos diferentes, é surpreendente que caiba dessa forma, mas mesmo assim coube.
7° passo:
O paciente começa a estranhar o coração novo. Os demais órgãos parecem querer expulsá-lo do corpo que outrora foi ocupado pelo verdadeiro coração. Aquele velho, maltratado e despedaçado.
8° passo:
O paciente morre. O coração velho também. O novo igualmente.
Dodo.

Palavras Soltas I


Toda vez que eu tento entender, o que se passa antes do que já foi, já se foi antes de eu pensar, em mim mesmo e em você. Se isso é o começo de algo fora de si mesmo, o mesmo acontece dentro de si, mas você não percebe. E perceber se torna o erro de todos os que já tentaram amar alguém. Porque o amor está tão defasado que quando surge, não surge, apenas desaparece antes de fazer-se novo e nascer. Ele fica esperando nascer de novo, na esperança de algo novo, novamente se torna a essência daquilo que não possui forma e que por final perde a essência do fim. Antes de começar parece que temos de terminar, porque o fim nada mais é que o fim. Porque a defasagem moral se contradiz com algo acima do que estamos esperando? E se esperamos a falta de vontade, como isso, porque ainda gastamos tempo tentando provar que a prova nada mais é que a vontade de se machucar? E se machucar é machucar o outro? Porque o outro nunca está lá por você, mas você sempre está procurando outro, e o desencontro se encontra no horário marcado pelos encontrados. Palavras acima de tudo, nunca mais vi o que se passou, pois foi tão rápido, que de certa forma foi assustador. Se mostrar não adianta, o que adiantaria? Em que adiantaria? Nada é a resposta não apenas para essa pergunta, mas para as que mais envolvem a todos.

Desculpem.

Talvez Seja o Que Sou


Eu gosto do que vejo,
Do que sou,
Daquilo que é verdadeiro,
Do que não restou.

A verdade se esconde em você,
Mas sempre se recusa,
A se mostrar verdadeira,
E geralmente se apresenta de maneira confusa.

Se sou aquilo que não gosto,
E se a dor me envolve,
Com um falso sorriso,
Tudo se resolve.

Sobre as paredes e máscaras,
Vejo e me torno o que sonho,
Sempre vejo a todos,
E isso se torna medonho.

Não pense que sou aquilo que você pensa,
Mas talvez em todo lugar se esconda,
Um pouco do meu coração, meu pensar,
Meu sentir, serei sempre aquele que a tudo sonda.

Já escutei, que no escuro,
Nem sempre se vê as lágrimas,
Que descem pelo rosto,
Muito menos as antigas lástimas.

A importância se torna cada vez menor,
Daqueles que querem viver a fantasia,
Da perfeição e felicidade,
Muito pouco se tiraria.

Tudo é rápido,
Mais do que deveria.
Pela felicidade de todos vocês,
Eu me feriria.

Sangraria a vontade,
Daqueles que vivem escondidos,
Daqueles que pensam estar certos,
Dos verdadeiros bandidos,
Daqueles que são esmagados,
Sempre seremos rendidos.

O tempo é curto,
A vida nem sempre é longa,
Mas é neste pensamento,
Que a beleza se desmonta.

Sobre palavras,
É como estar a brincar,
É a verdade,
Querendo se criar,
Ela ameaça as razões,
Ela destrói o amar.
O medo existe pela vontade,
Daqueles que não sabem demonstrar,
Aquilo que sentem,
O reconhecimento do gostar.

Viva o medo,
Viva o medo de se arriscar!
Aqueles que deram seus corações a você,
Um dia irão acordar!

Dodo.

Dama


O quão perfeita e bela,
Uma pessoa pode ser?,
Quantas pessoas únicas como ti,
Em minha vida irei de ter?

Ao seu lado,
A solidão se assustou,
Meu mundo caiu,
Você o mudou.

Junto de ti,
O tempo logo passou,
O mal não teve vez,
O amor se mostrou.

Quando eu achava estar incompleto,
No amor você me fez acreditar,
Me fez ver a vida,
De um ângulo difícil de se achar.

Meu coração foi só seu,
E as lembranças sempre minha mente hão de invadir,
Sua pessoa não sairá de meu peito,
Você nunca daqui de dentro irá sair.

Nosso amor foi único,
E assim prefiro pensar,
Foi mágico, especial,
Verdadeiro, eterno, e assim há de ficar.

O fim nada significa,
Quando o amor o tempo vence,
E assim irei te amar,
Pois sua pessoa sempre há de me deixar contente.

Brava, nervosa, revoltada,
Sempre errado minhas palavras há de interpretar,
Mas eu já estou acostumado,
Não tenho razões para fazê-la mudar.

Você é mais do que pensa,
E mais do que jamais conseguirá enxergar,
Você possui uma luz única, que a torna especial,
Uma luz que eu apenas comecei a despertar.

Por isso,
Há sempre de se questionar,
Em que,
Um amor como o nosso poderia se tornar?

Na mais bela força do ser humano,
Com quem ele sempre poderá contar,
Em uma verdadeira amizade,
Que apenas começou a brotar.

Eu já disse,
Milhares e milhares de vezes irei recitar,
Tudo passa, tudo passará,
Mas corações nunca irão mudar.

Não é porque você não mora mais em meus braços,
Que eu não possa te abraçar,
Não é porque não toco mais seus lábios,
Que eu não possa te amar,
Pois dentro do seu coração,
Saiba que comigo sempre poderá contar.

As razões da nossa separação,
Ainda são um segredo a descobrir,
Mas é claro que assumo a culpa,
Pois tudo que toco sempre há de ruir.

Se você soubesse o quanto é única, perfeita e especial,
Embora você teria de ir,
Junto de suas irmãs, as mais belas estrelas do céu,
Teria de se reunir.

Sua forma humana apenas é uma máscara,
Do que você realmente é,
Aquela que só merece felicidade,
Uma bela mulher.

Não ligue para aqueles,
Que dizem sem parar:,
“Se era para sempre,
Porque juntos não hão de estar?”

Para estes, que se riem disso,
Apenas temos de responder,
Que nosso amor venceu o anoitecer,
Passou levemente sobre o amanhecer,

Como uma brisa que vai até o fim do mundo,
Nosso amor no caminho mudou,
Ainda é eterno e para sempre,
Em uma verdadeira amizade se transformou.

A você, devo quase tudo que sou.
Se não fosse você em minha vida,
A mesma já estaria partida.
Dama, da solidão você me salvou.

Crônicas de Ônibus


Adentra-se em um ônibus. As 17:30 ou as 06:30.
Pera aí..Você entrou no ônibus? Como conseguiu?
Se você entrou no ônibus é de se apostar que esteja preso na porta. Portanto você ainda não entrou no ônibus porque seu pé pode estar para fora do mesmo, ou metade do seu corpo. E como em um jogo de futebol, ou entra tudo ou não é gol.
O motorista está sempre cercado por corvetes. O que seriam essas espécies? São os puxa-sacos do motorista que o envolvem, fazendo amizade com ele para não pagarem passagem. São os responsáveis pela grande dificuldade de se adentrar em um ônibus. Qualquer semelhança com corvos é pura coincidência. São distribuídos em dois setores. No motorista e no cobrador. Dificultam a entrada no ônibus e a passagem pela roletinha, ou melhor, pela famosa catraca.
Depois de praticamente voar por cima das corvetes, você se depara com uma enorme fila pela catraca. Ocasionada simplesmente por aquela pessoa que está com o bilhete quebrado ou que está contando moedas, todas de 5 centavos.
A catraca é a porta dos desesperados. Se eu fosse comparar, a entrada do ônibus seria o jardim e a catraca seria a porta da casa. Ou seja, você apenas passou pelo começo.
Pode-se separar a vida de um ônibus como A.C e D.C. Antes da catraca e depois da catraca.
Uma olhada para a região após a catraca e você percebe onde está. Em uma verdadeira balada. É tanta gente, tanta gente que falta apenas uma música para transformar este espaço em uma gigantesca balada sobre quatro rodas. A música as vezes até que tem, mas...é sempre funk dos celulares dos nikemans, ou forró dos tiozinhos. Daí complica.
Passa-se a catraca, geralmente isto é feito no meio do percurso para frente....
Pronto. Você está no mar de pessoas. Pode soltar o braço das hastes. Não se preocupe, você não vai cair. Daí para frente você irá provar a teoria de que o ser humano pode sim se transformar em um invertebrado.
Fora que, você se tornará um exímio dançarino. Sempre na ponta dos pés, driblando todo mundo, vai ser difícil não aplicar estes passos em alguma festa que você for.
Da catraca para frente, vale a lei do mais forte. Seu destino? A porta de saída. Seus inimigos. O exército inteiro de pessoas da cidade conhecida como São Paulo. Depois de 300 de Frank Miller, eu lhes apresento os 600 de SP.
Comprovado pelo I.D.Q.E.S.I.P.E.N.O.D.S (Instituto dos Que Estão Sem Inspiração Para Escrever na Ordem do Saber), abaixo se seguem os seguintes dados:
- De cada 100 pessoas que você vê no ônibus, 98 estão dormindo (mesmo em pé), exceto você e o motorista (ainda bem...), porque o cobrador já foi dessa para melhor faz tempo
- O ônibus é o único lugar que desmascara o INMETRO. Ele diz que dentro do ônibus cabem 60 pessoas. Mentira. Às 17:30 cabem exatamente 467 pessoas.
No percurso até a porta da esperança, ou seja a de saída, você verá que antigas brincadeiras ainda não morreram. Um exemplo é a dança das cadeiras. Estratégicamente, muitos já sabem onde as pessoas irão descer e logo começa uma verdadeira batalha para ver quem irá sentar no lugar da pessoa que se levantou.
Dica: Nunca, nunca, por nada em sua vida sente nos assentos amarelos. Jamais. Muitas vidas inocentes já foram tiradas e muitas mães dos que sentaram nestes assentos já foram xingadas por causa deste assento.
Encoxamentos, pessoas safadas, possíveis ladrões, tranca ruas (pessoas que ficam no meio do corredor sendo que poderiam ir para o fundo...), pessoas que querem ser encoxadas, pessoas que tem síndrome de encoxamento (basta encostar o braço que a pessoa acha que você a está encoxando), barreiras fixas (são as hiper sacolas de compras que somente quem treina triatlo pode pulá-las), são alguns dos inimigos que você irá enfrentar até chegar à porta do fundo.
Não desista. Você está quase lá.
O ônibus nos ensina algo que as escolas nunca irão ensinar. Força de vontade e garra. Porque sem isso você desiste no meio do caminho e desce apenas no terminal.
Atenção: no ônibus as pessoas tentarão jogar todas as suas frustrações de seus trabalhos, casas e demais assuntos em você. Por isso fique atento aos sinais. Todo passageiro se comunica por uma linguagem própria de ônibus, que se chama: “tsc”. Esses tsc são extremamente perigosos. Se você escutar mais de quatro tsc de um mesmo passageiro, saia de perto dele, porque a barra de estresse dele vai logo se descarregar. Em você.
Existem ainda demais barreiras. Se o dia estiver chuvoso. Se prepare para entrar na selva. As janelas fecharão, e o ar dirá tchau ao ônibus. Todos estarão com cheiro de cachorros molhados. Vai ser uma festa e tanto na piscina móvel.
Depois de muito pular, voar, rastejar, espremer. Você chega à porta de fundo. Provavelmente você avistará mais um clã. O clã dos porteiros. Todo o dia eles estão nas portas. São sempre os mesmos, é só notar.
Você desceu.
Dica: Confira se você ainda possui duas pernas e dois braços. Eles podem ter ficado para trás no meio da jornada. Confira se você ainda está vestido e se você ainda possui pele.
Se você está do mesmo jeito que saiu, sem nenhum arranhão, ou dente quebrado. Parabéns! Você conseguiu!!!! Você desceu! Alegre-se pois amanhã começa tudo novamente!!!!!!

Crônicas de Barata



NUNCA! NUNCA!!!

Nunca tive tanta certeza em minha vida de qual espécie viva (se é que elas são seres vivos, porque para mim são seres das trevas) dominará o planeta no fututo.

Elas mesmas. As criaturinhas mais fofinhas e alegres do mundo. E não estou falando dos Muppets nem dos Ursinhos Carinhosos.

São elas caros amigos.

Baratas!!!!!

Sim, sim, ficou ainda mais evidente para mim o que elas estão planejando. Elas pensam que eu não sei o plano delas, pensam que eu não vi. Mas eu vi meus caros. Eu sei do que estou falando.

As baratas irão dominar o mundo.

Tive essa certeza esses dias.

Enquanto nós humanos estamos andando sobre a superfície, nos achando os gostosões do planeta chamado Terra (que no futuro se chamará planeta Barata), elas estão onde nem imaginamos. No último lugar onde pensamos. Embaixo de nós!

E não são uma, são milhares!! Dezenas de milhares delas, em um terrível exército, infinito e mortal.

Elas estão apenas esperando, apenas observando-nos enquanto estamos nos sentindo os ban-ban-bans da parada. Esse planeta não é nosso. Nunca foi. Nós o roubamos delas. Elas existem há muito tempo. Bem mais que nós.

Roubamos a superfície delas.

Há quem diga que não foi um meteoro que acabou com os dinossauros, mas sim, elas mesmas. As baratas.

Sim, pois porque existem fósseis de dinossauros, mas nenhum de baratas??? Porque elas venceram a batalha contra seres bem maiores que elas. Por que? Simples. Elas são um exército.

E são chefiadas pela hiper barata. A mais asquerosa de todas. Dotada de 80 metros de altura e mais de 600 kilos de pura viscosidade e nojeira. Vive no centro da terra, ou perto de lá. Bem perto dos nossos esgotos. Apenas procriando, dormindo, apenas dando ordens para os generais baratas atacarem de vez em quando.

Mas não se enganem. As baratas que vemos aqui em nossa superfície, muitas delas são do bem. Sim, isso mesmo.

Elas são as excluídas do submundo. Lá embaixo, no reino das baratas, nem todas querem nos matar e dominar novamente o planeta. Essas, coitadas, quando pegas, são mortas. As que sobrevivem, sobem até nossas cozinhas, banheiros e quintais, querendo nos avisar, mas claro, somos tão ignorantes que sempre as esmagamos.

É por isso que elas sempre tentam voar em nossa direção, andam por sobre nós de noite, e querem sempre estar em nossas cabeças. É para poderem chegar bem perto de nossos ouvidos e dizerem: “cuidado, vocês tem que ter cuidado com nossas irmãs lá de baixo”.

Não é culpa delas não possuírem cordas vocais.

Mas nós não damos chance a elas, não é verdade?

Tsc, tsc.

Coitadas.

Algumas das más baratas. As “bad”, sobem também pela superfície.

Notei essa semana um verdadeiro ataque, e é possível que vocês estejam passando pelo mesmo que eu.

Não é uma ou outra. São várias ao mesmo tempo. Um verdadeiro exército delas. Cada uma com uma habilidade. Se você reparar, andam sempre em três ou quatro. Das quais duas voam, para poderem ver melhor o ambiente e atacar do alto, uma é pequena, rápida e ágil para escapar dos nossos ataques e uma é normal, para ser a isca, mas provavelmente ela é a mais inteligente das quatro.

Mas com certeza, as quatro são as que vemos. Pois acredito que elas subam até nós em mais de dez ou vinte.

Já reparou como elas se assustam quando você as vê no seu guarda-roupa ou debaixo de uma estante, ou coisa assim? Quando elas são flagradas? Elas não correm por sobrevivência, correm para esconder o que analisaram, roubaram, ou deixaram.......

Em breve, em breve veremos a subida de todas elas. Isso eu afirmo.

Quem possui medo de barata? Poucos não é?

Mas quando subirem 90 BILHÕES delas, acho que não terá jeito. Até os mais corajosos correrão.

As casas serão atacadas, cada ser humano terá 90 delas em cima do corpo. Será um ataque rápido e eficaz. E o rei barata subirá novamente ao lugar que era dele. Nossa terra.

Pode ser que isso que o que eu vi tenha sido um sonho, ou não.......

Mas o beneficio da dúvida se fez presente......

Você consegue duvidar?

Dodo.