domingo, 23 de outubro de 2011

Ordem do Saber




Diário                     

01/10/2011

Todos merecem saber como nos sentimos.

Quando o sentimento é verdadeiro, e da mesma forma, puro, toda pessoa merece saber. O que seria de nós, se não seguíssemos nossos corações?

Claro que toda ação ou escolha possui seus riscos, mas não por isso que não devemos nos arriscar. Melhor perder, lutando, como nos ensinaram nossos antecipados que tanto lutaram por nós, do que perder imaginando como seria.

A vida é uma, e uma somente será. Não se sabe por quanto tempo as pessoas a quem devíamos dizer “obrigado, desculpe, eu gosto de você” estarão perto de nós. Então por que perder tanto tempo, por que “deixar acontecer”?

Não existe deixar acontecer. Toda reação é causada por uma ação. Quando você não age, outra pessoa age, ou algo age. Mas nunca os acontecimentos em nossas vidas são por acaso.

Volte 3 anos de sua vida. Veja tudo o que aconteceu, ligue as teias do “destino”. Veja como tudo funcionou de maneira certa para o momento, e que as pessoas e até mesmo sua ação foi da maneira como deveria ter sido. Mas assim o foi porque você agiu.

Não há descobrimento sem procura.

Não há procura sem ação.

Nunca deve existir ação sem sentido.

Saiba que retirar-se de algo, também é uma ação, muitas vezes mais poderosa do que o agir em si.

A inércia é também uma ação.

Pessoas são movidas por uma razão, por sentimentos. Até mesmo as mais sombrias e frias. Todas possuem sentimentos, e uma das causas de nossas perdições atuais em termos de sociedade é exatamente o fato de não mais declararmos, ora por medo, outra por status, o que sentimos.

Mas para dizer, para demonstrar, tem de sentir.

Sentir é o meio caminho da pureza.

Se até mesmo os animais sentem gratidão por nós, o que resta a nós que não sentimos mais nada?

O homem sem sentimentos se torna menos que um animal.

Uma sociedade que não sente se corrompe.

Se cada ser sentir, sentir-se-ão inteiramente como um só.

E a vida será sentida, finalmente.



Dodo.

Meu coração




Meu coração,
Pobre coração que não consegue enxergar,
Cego de tanta escuridão,
Como onde deve ir ele deverá chegar?

Talvez quando a chuva,
Der um tempo, quem sabe parar,
Quando o sol novamente bater em mim,
A luz dos raios novamente me encontrar.

Talvez eu veja além do que vejo,
Talvez tudo passe,
Talvez eu mude meu desejo,
Pura mudança, névoa de ensejo.

O erro, foi meu,
O erro, foi totalmente meu,
O erro é tão meu quanto seu.
Mas me dói o fato,
De que você não se arrependeu.

Os ventos que trazem,
Minhas leves e duras mudanças,
Nada trazem além de si,
É o que sinto em muitas de minhas andanças.

De tudo o que eu senti,
Creio que nada deva dizer,
Há tanto para se falar,
Tanto para fazer,
Todos os dias me pergunto,
O que amanhã irá acontecer?

Eu mal posso,
Querer esperar,
Para um dia longe,
Mais um dia em meu coração a viajar.

Você já se sentiu cansado o bastante,
Para querer por um grande tempo descansar?

De tudo o que sinto,
De tudo o que sei,
De tudo o que vejo,
De tudo o que já falei.

Só não gosto desse silêncio do meu coração,
Isso eu nunca entenderei.

Dodo.

domingo, 9 de outubro de 2011

Mesmo Longe Só Me Pergunto




Por favor, será que alguém,
Para um lugar calmo pode me levar?
Será que alguém pode sussurrar no meu ouvido,
Palavras que me façam sonhar?

Será que alguém pode olhar nos meus olhos,
Segurar em minha mão?
Alguém pode ir um pouco além,
Simplesmente tocar meu coração?

Porque, eu acredito,
E está me custando caro acreditar,
Em contos de fadas, em amor verdadeiro,
Em coisas que dizem para sempre durar.

Posso ser criança,
Já me fizeram desacreditar,
No corpo de um adulto,
Ainda estou a me aprisionar.

Vivo em um mundo,
Bem diferente de mim,
Parece drama adolescente,
Mas acredite, é ruim.

Acho que você sabe,
Às vezes cansa, às vezes dói,
Outras vezes enjoa,
Às vezes corrói.

Mas é bom estar assim,
É como viver sempre no início,
Sem viver o fim,
Ou como estar sempre no final,
Sem início para mim.

Sinceramente, eu já não ligo,
Nem sei mais se estou certo ou errado,
Mesmo longe, só me pergunto,
“Será que você ainda continua do outro lado?”


Dodo.

Deus e Eu Humano




Sou fraco,
Indigente,
A maioria de nós,
Sempre mente.

Penso, roubo,
Mato, beijo,
Odeio, venço,
Perco, desejo.

Massacro, ajudo,
Descubro, usurpo,
As vezes tudo escuto,
Em outras me finjo de surdo.

Caio, levanto,
Finjo, atuo,
Ando, caminho,
Tropeço, flutuo.

Peco, peco,
Sou pecado,
Peco, peco,
Sou errado.

Peço perdão, peço perdão,
Para o céu ergo minha mão,
Peço perdão, peço perdão,
Tentando consertar meu coração.

Egoísta, solícito,
Simples, complicado,
Amo, sorrio,
Choro, me sinto lavado.

Escolho, vejo,
Me perco,
Gosto da claridão,
Ao mesmo tempo que da escuridão.

Quero, enjôo,
Sinto, esnobo,
Acho, aperto,
Largo, solto.

Com muita calma,
Hoje me olhei,
Olhei para meu corpo,
E serenamente pensei.

“O que sou,
Se não poeira de vento?
Por que sinto tanto,
E pouco realizo apesar do tanto que tento?”

Estou em constante sintonia,
Com a terra e moradia,
Que Deus me deu,
Para que eu vivesse em total harmonia,
Com todos os outros seres,
Que estão aqui a me fazer constante companhia.

Deus quis realizar em mim,
Todo o seu plano, o seu amor,
Para que eu existisse,
Para que eu nunca sentisse dor.

Toda a Criação,
Não é maior do que o seu Criador,
Essa é sua prova de existência,
Essa é sua maior prova de amor.

Como alguém,
Pode olhar tudo o que existe, ler sobre o que existia,
Todas as belas árvores, as grandes montanhas,
Os pequenos pássaros, a vida que todo dia se cria,
As estrelas, tão distantes,
O sol tão brilhante,
Todo um universo, criado em tamanha perfeição,
Em infinita sabedoria,
A mais bela engenharia.

Veja os pequenos leões,
Tão bonitos a brincar,
Veja a lua de noite,
Não dá vontade de sonhar?

Olhe o mar,
Tão azul e infinito com todas as criaturas,
Que em suas profundezas estão a habitar,
Veja as baleias, os peixes, os corais,
Não é incrível de se observar?
Não dá vontade de tudo isso desfrutar?
De um dia inteiro,
Debaixo de um sol a brilhar,
Passar, horas e horas,
Neste oceano nadar?

Veja as plantas,
Tão paradas, mas com vida abundante,
Sem elas não viveríamos,
Nenhuma vida seguiria adiante.

Parece tudo interligado,
Uma coisa depende da outra,
Independente do que se faça
E tudo feito para nós,
Tudo nos dado de graça.

Como alguém,
Em divina consciência,
Pode duvidar de Deus,
De sua existência?
Como alguém pode colocar acima do Senhor,
Algo como a humana ciência?

Quem somos nós?
O que somos nós?
Por mais que tentemos nos afastar,
Nunca estamos a sós.

O que é a inteligência do homem,
Perto da sabedoria divina?
Como comparar nossa visão linear,
Com uma visão que vem lá de cima?

O que é a criação de um prédio,
Perto da criação de um firmamento?
Como comparar um átomo,
Com uma estrada que é feita de cimento?

Veja, contemple,
A infinita Sabedoria do Senhor,
Veja tudo o que ele fez,
Com todo o seu Amor.

Uma pequena célula,
Uma pequena veia a bombear,
Após um tempo um coração surge,
Mais uma vida está a começar.

Boca, olhos, ouvidos,
Mãos, pernas começam a surgir,
Um feto, um bebê,
Está para vir.

É a vida que da mais simples forma,
Começa a existir.
Enquanto não compreendermos,
A beleza da vida que está ao nosso redor a nascer,
Jamais poderemos ser gratos,
Nunca a Vida em si poderemos completamente entender.

E ainda duvidar,
Que existe um Deus,
Que está a todos os dias,
Está a nos olhar?

Mas em algum momento,
Nos perdemos,
Preferimos destruir o mundo,
Nos esquecemos.

Preferimos notas,
Pequenas cédulas verdinhas,
Ao invés de louvarmos nosso Deus,
Que todos os dias conosco caminhas.

Começamos a sonhar,
A ter sempre mais e mais,
Nossa vida ambiciosa, desejos materialistas,
Que não cessam jamais.

Esquecemos de amar,
De ouvir o próximo,
De escutar,
Aquela voz que vinha do alto,
Para nos guiar.

Não foi Ele que se afastou,
Ele nunca irá se afastar,
Ele fez uma promessa,
De nunca nos abandonar.

Fomos nós que erramos,
Nós que, de maneira cega,
Nos afastamos.

Que deus, que ser humano,
Me digam.
Que deus, que ser humano,
Me digam,
Que deus, que ser humano,
Vamos, me digam,
Que deus, que ser humano?

Morre na cruz,
Para a todos salvar?
Que deus,
Dá a própria vida para salvar?
Todos aqueles que haviam se esquecido Dele,
Todos aqueles que cuspiram em sua face e,
Que dele estavam constantemente a zombar?

Que deus dá a própria vida,
Somente para salvar,
Todos aqueles que,
Queriam insistentemente O matar?

Que deus, permite-se,
Na cruz, sobre pregos sangrar,
Apenas para aqueles que haviam condenado Ele,
Salvar?

Existe uma prova maior,
Do que este sublime Amar?

Não sei quando,
Mas em algum momento nos perdemos,
Todos nós.
Tentem imaginar, Jesus na cruz.
Sofrendo, sangrando, morrendo por todos aqueles que já haviam morrido.
Morrendo por todos aqueles ao redor da cruz.
Morrendo por todos aqueles que ainda não haviam nascido.
Quando Ele fechou os olhos disse:

“É por você que eu faço isso.
E somente por você.”

Mas em algum momento.....nos perdemos.....


Dodo.


Palavras Soltas III




Sinto que tudo o que tenho feito desde então,
São apenas como pequenos cimentos para preencher os buracos da minha casa.
Mas me diga, qual morada que não precisa de uma reforma?

Dodo.

domingo, 2 de outubro de 2011

Palavras Soltas III




Não queria que as coisas,
Tomassem este rumo,
Não queria que o erro fosse meu,
Tudo bem, eu assumo.

Não queria que,
Nesta tarde tão bonita estivesse chovendo,
Não queria que estas belas rosas,
Que surgem no meu jardim estivessem morrendo.

Não queria ir embora,
Como também não sei se queria ficar,
Não queria sair dos lugares que gosto,
Como também não sei se deveria tanto assim gostar.

Dodo.

Palavras Soltas III




Só peço forças para que este meu sorriso não saia do meu rosto.
Por que mesmo que o mundo esteja de cabeça para baixo,
Se eu continuar sorrindo, sei que poderei fazer outras pessoas sorrirem.

Dodo.