sábado, 9 de julho de 2011

Palavras Soltas II




“Olhei para o meu caderno,
Abri-o, e comecei a ler,
Fazia tanto tempo que eu não o pegava,
Já tinha me esquecido da emoção que era escrever,
Sobre você, para você, esperando um dia inteiro,
Apenas para saber,
Se você tinha gostado,
Ou uma resposta qualquer, como obrigado.”

Dodo.

Palavras Soltas II



“Me diga que sim,
Diga que tudo o que eu imaginei é verdade,
Diga que não é errado eu sentir esse sentimento de saudade,
Mesmo que eu nunca tenha te tido em minha vida.”

Dodo.

sábado, 2 de julho de 2011

Palavras Soltas II




“Minhas noites, claras,
Meus dias, escuros,
Minhas mente, turva,
Minha imaginação, insistente,
Insiste em sua presença, mesmo você estando tão longe,
Insiste em convencer meu coração a ter esperança,
É tarde para a crença,
Minha alma, aspira,
Meu coração luta.

Luta por algo que ele acredita.
Acredita em algo que luta,
Em escapar dele.
Ele bate por você,
Se convence inutilmente em te esquecer,
Acredita na vida,
Mas só possui um sonho,
Te ter.
Apenas uma medida,
Você.”

Dodo.

Palavras Soltas II




"Seria desperto do amanhã,
Assim que seu sorriso brilhasse,
Seria a vida enfim,
Assim que você me amasse,
Seria a tristeza para mim,
Esta realidade que nasce.

Minha realidade."

Dodo.

Sentimento Verdadeiro




Chega um momento em nossa vida,
Em que precisaremos de algo verdadeiro,
Algo bom, simples único,
Um belo sentimento apaixonado,
Sentir-se verdadeiramente cuidado,
Completamente amado,
Querido, infinitamente completado.

Chega um momento em que todas as máscaras caem,
Sem perguntar o motivo,
Chega um momento em que nossa imagem desbota,
E isso se torna motivo de riso,
É quando pensávamos que tínhamos tudo,
Mas na verdade não tínhamos nada,
É o momento que temos consciência,
De que tudo o que nos cercou era falso e incompleto,
Que todos os que estavam ao nosso redor,
Na verdade não estavam lá,
É nessa hora que tudo há de faltar.

Chega um momento em nossa vida,
Em que a beleza não mais é o mais importante,
Ela se foi junto com o tempo, como areia ao vento,
É aí que vemos que o que tínhamos como “perfeito”,
Na verdade era todo errado horrível e cruel,
Como uma caixa de presente, toda bonita por fora,
Mas por dentro totalmente vazia.

Chega um dia em nossa vida,
Que tudo o que conquistamos de material,
Não passará de ferro velho,
Procuraremos o que é verdadeiro,
E não encontraremos.

Quando esse dia,
Em sua vida chegar,
Você vai se lembrar,
Que um dia,
Lá atrás,
Alguém quis o que é verdadeiro te dar,
Mas você desprezou,
E que ele você fez chorar,
Nesse dia,
De mim você vai se lembrar.

Dodo.

Ordem do Saber



 Diário

22/06/2011

Tudo o que é especial vai parar no lixo.

Não importa o quanto tentemos ser especiais, ou fazer atos especiais. Falar palavras especiais ou simplesmente pensarmos em sermos especiais.

A força do mundo é muito forte. Não mais forte que nossos corações, não, isso nunca. Mas muitas vezes bem mais forte do que nossas resistências.

Nada sobrevive para sempre, mas quanto mais o tempo passa podemos notar tudo o que é especial ir parar nos bueiros de nossas experiências.

Pensemos em todas as artes que morrem antes de serem realizadas. O quanto estamos dando valor às coisas erradas, sem sentido, sem graça, mas que apreciamos apenas por nos satisfazer perante à sociedade que cultiva apenas o que é proveitoso ao momento e que lhe dê algum tipo de prazer.

Pensemos em todas as belas palavras que trazemos em nossos corações, mas que devemos muitas vezes fazê-las silenciar-se, simplesmente porque o mundo não aceitará bondade, não aceitará algo especial. Nunca. Tudo o que é especial e belo, não traz benefício nenhum aos planos do mundo. Por isso ele sempre nos rejeitará enquanto não nos entregarmos a ele, a sermos do modo como ele quer que sejamos.

Pensemos em todos os atos de bondade que fazemos, que são simplesmente olhados com desconfiança pela maioria dos que estão ao nosso redor, como se aquele que está fazendo quisesse se mostrar superior, ou algo desse tipo.

Pensemos em todas as notícias de jornal que dão boas notícias, que sequer são cogitadas pelos editores, porque para vender jornais, ou para dar audiência, elas não podem entrar na programação. No máximo ganham uma pequena nota no rodapé. Para que assistamos ao jornal, ele deve estar passando alguma catástrofe, o algo de ruim sobre algum famoso, que nem gostamos, mas que sentimos vontade de saber como ele anda. Um famoso faz um bom ato, ganha 5 segundos de matéria. Ele é pego na boate, ganha 10 minutos de matéria e ainda uma mesa redonda discutindo o caso.

Pensemos em todas as boas músicas, com letras inesquecíveis, que estão totalmente esquecidas nas rádios de hoje, que somente querem tocar batidas, e mais batidas e mais batidas.

Vivemos na época da pura diversão, e a sentimentalidade sabe seu próprio caminho. O lixo.

Vivemos na época da falsidade, das máscaras, e a verdade está quase caminhando para o mesmo destino. O lixo.

Dodo.

Ordem do Saber



 Diário

19/06/2011

O pior inimigo é o nada.

O nada cada vez se faz mais presente em nossa alma. Ele se disfarça de tudo, mas o tudo que sempre pensávamos se torna a acabar. E aí percebemos que nada tínhamos além de nós mesmos.

Mas ao nos cercarmos desse tudo, ao nos tornarmos tudo, percebemos que somos nada.

O nada está sempre nos rondando, esperando a primeira queda, a primeira lágrima,o primeiro desânimo, o primeiro tropeço. A primeira chance de se mostrar presente.

Se o nada viesse como ele realmente é, no mesmo segundo o expulsaríamos de nossos interiores. Mas ele é falso. Afinal ele é o nada.Afinal é o tudo de nossos dias. Nunca percebemos nada, somos apenas levados em tudo. Andamos por um tudo, apenas ladrilhando nossas estradas com aquilo que não dura para sempre.

Nada é melhor do que tudo.

Não existe um inimigo mais poderoso e mais temível do que o nada.

São palavras jogadas ao vento, são exibições sem nenhum demonstrativo, são razões perdidas em si mesmas, são jogatinas do destino. E o próprio destino se desfazendo.

O nada é tudo isso e mais.

São as pessoas que nunca voltam para nós, são os amigos-colegas, são as pessoas de ocasião, é a esperança desvairada no irreal, são os momentos de perdição ou a vida que nunca entra em transição.

A inspiração perdida, a chance deixada para trás, o orgulho pessoal, a revolta banal, a falsa honra, a morfina psicológica.

Eis o nada em seu estado mais material.

Quantas vezes temos rosas nas mãos, andamos pela boa estrada, e esta estrada nunca acaba. Olhamos tanto para a flor, tão absurdamente incapacitados de notar a estrada pela qual caminhamos, tão absortos e obcecados pela flor, que nem notamos o sol que fez ela se abrir.

Quando chegamos ao destino, a flor nem importa mais. Está velha, caída, murcha. Viajamos muito com ela na mão, que nos esquecemos de regá-la.

O nada é como se divertir em um quarto escuro, se sentir feliz enquanto se procura o interruptor para trazer luz àquele embriagante ambiente.

É neste momento que nos dividimos:

Entre aqueles que procuram o interruptor, e os que se divertem no escuro para sempre se achando completos por estarem ali, naquele momento. E assim continuam por um bom tempo.

Os que procuram pelo interruptor também se dividem em dois:

Aqueles que passam o tempo todo a procurá-lo, e aqueles que acham. Crê-se que todos um dia que procuram a luz irão encontrá-la. Alguns passam suas vidas inteiras procurando e não a encontram.

Quem encontra e acende a luz percebe o salão onde esteve este tempo inteiro. Geralmente uma grande tristeza invade o peito destes, porque eles vêem que aquele salão é o lugar mais sujo e deprimente que já viram, se sentem felizes por finalmente poderem enxergar tudo com mais clareza, e percebem também que a casa é muito maior que pensaram, com muitos mais cômodos do que imaginaram. Alguns com a luz acesa, outros com luzes apagadas. Mas agora, embora tenham vivido totalmente no escuro e estarem tristes por isso, possuem consciência suficiente para saber para onde irem. Para procurarem os cômodos com luz.

E àqueles que vivem eternamente no escuro, pensando terem tudo, ligando para si mesmos, mesmo não enxergando um palmo á sua frente, muito cuidado. Vocês podem não quererem encontrar o interruptor, mas alguém um dia irá acender a luz.

Afinal, embora no escuro, todos moramos na mesma casa.

Chamada vida.

Dodo.